quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Clipe do Programa Tudo a Ver Sergipe

O Aprendiz de Feiticeiro

A Disney é conhecida por seus contos de fadas, histórias que começam com "Era uma vez..." e terminam com "...e viveram felizes para sempre". Então, desde o começo você já sabe como tudo vai terminar. O que varia são os personagens. Em O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer's Apprentice, 2010), o personagem principal é Dave (Jay Baruchel). Quando tenta ganhar o coração da menina por quem é apaixonado, ele acaba se envolvendo "em muitas confusões" (© Sessão da Tarde) ao entrar em uma loja de antiguidades.

Lá está Balthazar Blake (Nicolas Cage), que vê na "coincidência" do menino estar ali a chance de encontrar o primeiro merliano, seu sucessor nas artes da feitiçaria iniciadas pelo seu mestre, o próprio Merlin. A única forma de saber se Dave é o escolhido é colocar no seu dedo um anel de dragão. O artefato metálico logo se enrola no dedo do incrédulo garoto e confortavelmente se instala. Mas antes que Balthazar consiga explicar o que está acontecendo surge no apertado e empoeirado lugar Maxim Horvath (Alfred Molina). Começa então uma batalha cheia de raios, explosões e fogos.

Dave consegue escapar por pouco, mas o trauma de ter visto tudo aquilo lhe atormenta o resto da infância. Passados 10 anos, ele está na faculdade e reencontra o seu grande amor, Becky Barnes (Teresa Palmer). Mas junto com ela, voltam à sua vida também Balthazar e Horvath. Agora finalmente vamos poder entender quem eles são e o porquê de sua milenar rixa. Dave começa a aprender mais sobre os truques mágicos e pegar gosto pelo poder que carrega no dedo ao mesmo tempo em que tenta conquistar o coração de Becky.

No começo, o filme parece carregar alguns elementos de Harry Potter ao pregar o uso da feitiçaria da forma mais invisível possível para os humanos, mas passados alguns minutos parece que os roteiristas se esquecem disso e começam a dar vida a objetos clássicos de Nova York, como as águias metálicas no topo do Chrysler Building ou o touro de ferro de Wall Street, lembrando mais a série Uma Noite no Museu.

Baruchel, magrelo e desengonçado, combina com o Dave do começo do filme, um todo atrapalhado nerd estudante de física. Mas à medida que o filme vai se desenvolvendo, era esperado que ele fosse ganhando mais confiança e amadurecendo gradativamente, como acontece com Shia LaBeouf em Transformers ou Michael Cera em Scott Pilgrim Contra o Mundo. Mas, não, ele continua sendo chorão até quase o final e não convence quando finalmente aparece para salvar o dia.

Além da falta de coerência e de desenvolvimento de personagens, o roteiro também erra a mão nos momentos cômicos. São vários espalhados nos 111 minutos do filme e a maioria deles vai arrancar no máximo aquela bufadinha tipo "humpf", salvando apenas uma boa piada, envolvendo Star Wars. Méritos de verdade apenas para a sequência que presta homenagem ao clássico Fantasia, aquela em que Mickey abusa dos seus poderes e coloca as vassouras e baldes limparem a sala de Merlin. Além, é claro, da peruca de Nicolas Cage, que sempre é uma alegoria a ser apreciada. Não importa o papel, Cage parece estar se divertindo. E aqui, sussurrando e fazendo pose de maluco, parece estar mais à vontade ainda.

Sobre o felizes para sempre, ele vem. Assim como a cena escondida após os créditos, que é a ponta solta necessária para uma continuação. Mas para sermos felizes para sempre mesmo, é preferível que Aprendiz de Feiticeiro 2 não venha.

Uma operação organizada e na opinião da polícia, bem sucedida.

Uma operação organizada e na opinião da polícia, bem sucedida. Na manhã desta quinta-feira, 12, todos os detalhes envolvendo a ação que culminou com a prisão de 12 pessoas, a apreensão de 30 quilos de maconha e 11 armas de fogo foram revelados. O poder de armamento encontrado com a quadrilha mostra a forma cruel com que os integrantes agiam.

Isso porque, de acordo com o delegado Hildemar Rios as vítimas sofriam tortura e eram barbaramente executadas à luz do dia. Para a polícia as armas encontradas - cinco pistolas, três revólveres calibre 38, um revólver calibre 32 e duas escopetas calibre 12 - eram usadas nos crimes cometidos pelo bando.

A polícia apreendeu drogas, armas e vasta munição
Criminosos

Durante coletiva a polícia apresentou apenas seis dos 12 presos. A informação é que alguns estavam em delegacias diferentes. Os homens foram identificados como Elvis Andrei Moreira Souza, de 27 anos; Jackson Machado Júnior, de 25 anos; Rosenilton Morais Oliveira, de 32 anos; Gilson Corcine de Menezes, de 30 anos; Aquiles Fernando Jardim, de 33 anos e Fábio Monteiro da Silva, de 34 anos.

Chefe

Apontado pela polícia como líder da quadrilha, Joaldo Lima de Souza, vulgo ‘Aldinho’, foi um dos mortos durante troca de tiros. Para a polícia não resta dúvida de que a principal atividade dos criminosos era a pistolagem e assaltos.

O delegado acrescenta ainda que cada membro tinha uma função definida, sendo que nenhum deles
O delegado Hildemar Rios
desobedeciam as ordens que eram dadas por Joaldo. Os integrantes que estão presos agiam no suporte logístico da droga, no abastecimento de munições, também nos crimes de pistolagem e nos roubos e homicídios.

Mortos

Conforme já noticiado desde a última quarta-feira, 11, pela equipe do Portal Infonet que acompanhou a operação, os demais mortos foram identificados como Laelson da Silva e Joaquim Santa Rosa Neto - no município baiano de Paripiranga - e, além de 'Aldinho’, André Barbosa da Silva foi morto no município sergipano de Simão Dias.

Xuiu

O assassinato de Marcos Xuiu até o momento não foi esclarecido pela polícia. O crime aconteceu
Armas demonstram poder de fogo e de crueldade da quadrilha
em dezembro do ano passado e foi noticiado através de reportagem especial feita pelo Portal
Infonet.

Questionado sobre se a possibilidade de a quadrilha ter envolvimento no homicídio de Xuiu, o delegado Hildemar Rios ressalta que a investigação não conseguiu encontrar uma ligação entre o assassinato, mas deixa claro que a quadrilha tinha um modo de operação muito parecido.